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segunda-feira, 18 de abril de 2016

Câncer de pele: coceira e dor podem ser sinais

De acordo com pesquisa da Temple University, na Philadelphia, coceira e dor em lesões suspeitas da pele podem indicar que a área pode ser um câncer de pele.
Pesquisadores estudaram 339 lesões de câncer de pele de 268 pacientes, que foram perguntados sobre os sintomas das lesões. Cerca de 37% das lesões eram acompanhadas de coceira e 28% de dor.

Para os médicos, uma simples pergunta aos pacientes sobre seus sintomas pode trazer informações adicionais na hora de avaliar lesões suspeitas, cuja natureza pode ser confirmada posteriormente por uma biópsia.


Sintomas podem indicar maior agressividade do câncer de pele
Pacientes com carcinoma espinocelular relataram maior ocorrência de dor, enquanto pacientes com carcinoma basocelular se queixaram mais de coceira.
Foi notado, no estudo, que lesões que são muito dolorosas ou que apresentam intensa coceira, podem indicar uma forma mais agressiva do tumor. A coceira vem de fibras nervosas nas camadas mais superficiais da pele, onde carcinomas basocelulares são usualmente encontrados. Carcinomas espinocelulares podem penetrar mais profundamente na pele e provocar lesões mais dolorosas.

No entanto, isso não quer dizer que toda lesão de pele que tenha coceira ou dor seja um câncer. Isso apenas deve ser levado em consideração para uma avaliação mais atenta nos casos suspeitos.
Sintomas não são comuns no melanoma

Dor e coceira foram mais prevalentes em pacientes com câncer de pele do tipo não-melanoma. O melanoma é um tumor muito menos comum que o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular, mas é muito mais perigoso.

Carcinoma basocelular
O que é?
O carcinoma basocelular (basalioma ou epitelioma basocelular) é um tumor maligno da pele. É o câncer da pele mais frequente, representando cerca de 70% de todos os tipos. Sua ocorrência é mais comum após os 40 anos de idade, nas pessoas de pele clara e seu surgimento tem relação direta com a exposição acumulativa da pele à radiação solar durante a vida. A proteção solar é a melhor forma de prevenir o seu surgimento.




Por ser um tumor de crescimento muito lento e que não dá metástases (não envia células para outros órgãos), é o de melhor prognóstico entre os cânceres da pele. No entanto, pode apresentar característica invasiva e, com o seu crescimento, destruir os tecidos que o rodeiam atingindo até a cartilagem e os ossos.


Manifestações clínicas do carcinoma basocelular
A grande maioria das lesões aparece na face. O basalioma pode se manifestar de diversas formas mas em sua apresentação mais típica inicia-se como pequena lesão consistente, de cor rósea ou translúcida e aspecto “perolado”, liso e brilhante, com finos vasos sanguíneos na superfície e que cresce progressiva e lentamente.

O carcinoma basocelular também pode apresentar pontos escuros e, na sua evolução, pode ulcerar (formar ferida) ou sangrar devido a pequenos traumatismos como o roçar da toalha de banho, podendo, com isso, apresentar uma crosta escura (sangue coagulado) na sua superfície
Algumas lesões podem ser pigmentadas, com as mesmas características descritas acima porém de coloração escura (basocelular pigmentado), outras crescem em extensão atingindo vários centímetros sem contudo aprofundar-se nos tecidos abaixo dela (basocelular plano-cicatricial). A forma mais agressiva acontece quando o tumor invade os tecidos em profundidade (basocelular terebrante), com grande potencial destrutivo principalmente se atingir o nariz ou os olhos.

Existem outras formas de apresentação do carcinoma basocelular e o diagnóstico deve ser feito por um profissional capacitado. Se você apresenta uma lesão de crescimento progressivo, que forma crostas na sua superfície ou sangra facilmente, procure um médico dermatologista para fazer uma avaliação.


Tratamento
O tratamento do carcinoma basocelular é na maioria das vezes cirúrgico, objetivando a retirada completa da lesão com margem de segurança. O tumor também pode ser tratado pela criocirurgia com nitrogênio líquido. Alguns tipos superficiais podem ser tratados pela terapia fotodinâmica ou imiquimod.

Por ser um tumor que não envia metástases, o tratamento precoce leva à cura na maioria das vezes, daí a importância de se procurar um dermatologista em caso de uma lesão suspeita.

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